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10 Livros que Marcaram Minha Vida

   Tá rolando no facebook uma brincadeira sobre 10 livros que tenham te marcado de alguma maneira. Primeiro uma amiga tinha me convidado e eu não dei muita bola pq eu não sou muito boa com escolhas (minhas listas são sempre roubadas). Depois minha irmã me convidou e eu continuei ignorando pq a preguiça era maior. Então, uma outra amiga me convidou e eu achei que era um sinal dos deuses pra eu participar disso logo.
   O único problema, além de eu não saber fazer escolhas, é que eu sou prolixa com essas coisas que deveriam ser breves. Então, ao invés de um post do facebook, decidi transformar isso num post do blog! Então vamos lá.
   Bom, quem me convidou para essa brincadeira foi a Alice, depois a Karla e a Priscila. Como é uma lista de livros que me marcaram, ela vai ser completamente emocional e vou tentar manter mais ou menos uma ordem cronológica (e dar uma explicaçãozinha). Vai ficar gigante e talvez ninguém vá ler, mas problema de quem me marcou, hahaha!
   A brincadeira é a seguinte:

   “Consiste em fazer uma lista com os 10 livros que tenham me marcado. A ideia é não gastar muito tempo, nem pensar muito (yeah, right). Não precisam ser grandes obras, apenas que tenham sido importantes pra mim. Eu tenho que marcar amigos que vão gostar da brincadeira. E eles têm que me incluir quando fizerem suas listas para que eu possa ver a lista deles. (Não se sintam obrigados a participar se não quiserem).
P.S.: quem não quiser publicar a lista no mural pode me falar por inbox, mas eu quero saber.”


10livros5 1) “A Terra das Coisas Perdidas” – Carlos Augusto Segato
   Esse é o primeiro livro que eu me lembro de ter lido que fosse “de gente grande”, ou seja, que tivesse mais coisas escritas que figuras, hahaha! E, meu deus, como eu amava esse livro! Preciso desesperadamente achar a mesma edição que eu tinha em algum sebo pra guardar pra sempre.

  

10livros11 2) “Mariana” e “Descanse em paz, meu amor” – Pedro Bandeira
   Tenho certeza que muita gente, assim como eu, cresceu lendo os livrinhos do Pedro Bandeira.

  

10livros1 3) “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban” – J. K. Rowling
   Claro que eu escrevi aqui o meu favortio, mas ele está representando toda a saga. Nem preciso explicar o motivo de Harry Potter estar nessa lista, né? (A verdade é que se Harry Potter não estiver na sua lista, eu vou te julgar em silêncio).

  

10livros9 4) “Vidas Secas” – Graciliano Ramos (“O Quinze” – Rachel de Queiroz)
   Coloquei os dois livros por terem uma temática e um efeito muito parecidos. E ambos foram livros obrigatórios do colégio, vejam só. Eu li “O Quinze” bem antes, deve ter sido um dos primeiros livros com uma temática mais adulta que eu li, mas “Vidas Secas” está bem mais vivo na memória. Me lembro de ler e reler o capítulo da Baleia (me debulhando em lágrimas, lógico), pensando que era uma das melhores coisas que eu já tinha lido.

  

10livros7 5) “Extremamente Alto e Incrivelmente Perto” – Jonathan Safran Foer
   Esse livro entra na lista pq, pra mim, ele carrega uma carga emocional pesadíssima. Ele conseguiu mexer comigo de uma maneira muito profunda, coisa que nunca tinha acontecido antes (e nem depois). TEMÇU.

  

10livros6 6) “A Vida de Pi” – Yann Martel
   Preconceituosos de plantão que digam o que quiserem (mimimi bestseller), eu amei esse livro de paixão, achei incrível mesmo. Depois de terminar eu ainda passei um bom tempo lendo coisas na internet e descobrindo novos detalhes e significados que eu ainda não tinha percebido. Acho um livro fantástico, beijo no ombro.

  

10livros2 7) “1984” – George Orwell (“Admirável Mundo Novo” – Aldous Huxley)
   Novamente coloco os dois livros na mesma categoria por serem muito parecidos em vários aspectos. “Admirável Mundo Novo” marcou mais pq eu ainda era bem nova quando li, não tinha tido tanto contato com esse tipo de conteúdo mais “sério” (?). Mas, pelo mesmo motivo, não consegui aproveitar e absorver tanto dele quanto de “1984” e pretendo ler de novo.

  

10livros4 8) “Fundação” – Isaac Asimov
   No mundo da ficção científica, Asimov é deus. O primeiro livro da trilogia é sem dúvida o melhor e sua descoberta veio numa fase que combinava perfeitamente. Junte aí “O Guia do Mochileiro das Galáxias” e “A Máquina do Tempo” e minha base literária nerd está formada.

  

10livros8 9) “O Nome do Vento” – Patrick Rothfuss
   Descobri que o meu gênero literário favorito (pelo menos atualmente) é fantasia e isso se deve em grande parte a esse livro. Fantasia de extrema qualidade, um dos melhores universos já criados. Acho muito difícil você inventar um universo novo, mas que seja absolutamente coerente e, de certa forma, “crível”. Patrick Rothfuss consegue fazer isso com maestria. E que criatividade, cara…

  

10livros3 10) “Mar Morto” – Jorge Amado e “Cem Anos de Solidão” – Gabriel Garcia Márquez
   Só pq ambos marcaram a minha volta à literatura de qualidade. Quando comecei a ler “Mar Morto” me deu até um calorzinho no coração de ler uma coisa tão bem escrita depois de tantos livros mais voltados pro entretenimento puro. E “Cem Anos de Solidão” acho que foi o encontro perfeito entre esses dois lados, não necessariamente opostos.

  

10livros12 Extra) “Quintana de Bolso: Rua dos Cataventos e Outros Poemas” – Mario Quintana
   Ainda nem li esse inteiro, mas coloco aqui pelo simples fato de que foi o primeiro e único livro de poemas que eu já comprei na minha vida simplesmente pq eu quis ler. Beijo, Mario Quintana!

  

Curiosidade: Achei legal colocar nas imagens exatamente as mesmas edições que eu li, então não estranhem se alguns livros tiverem capas esquisitas, algumas edições são bem velhas.

   E aí, que livros marcaram a vida de vocês?

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Anna e o Beijo Francês – Stephanie Perkins

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   Eu tinha ouvido falar bem desse livro algumas vezes, inclusive a moça da livraria disse que esse era o livro de cabeceira dela, então resolvi comprar de presente para a minha mãe. Isso já faz um bom tempo, mas resolvi dar uma chance só agora. Não que eu estivesse com as expectativas altas, já que a ideia que o livro passa é exatamente o que ele é: mé.

Muita gente que gosta do livro reclama da capa. Vai entender...

Muita gente que gosta do livro reclama da capa. Vai entender.

   Anna Oliphant (olha esse nome) é uma guria de Atlanta, Geórgia (EUA). Seu pai, que é descrito como um escritor bronzeado e de sorriso colgate de livros de gosto duvidoso em que sempre rola uma história de amor louco com final trágico (Se você pensou em Nicholas Sparks, parabéns! Pq o pai da Anna é literalmente uma descrição fiel do Nicholas Sparks.), a manda para estudar em um colégio para americanos em Paris, no último ano do colegial. Anna é uma menina muito chata e sem graça e aproveita uma oportunidade maravilhosa dessas pra ficar de “mimimi, classe média sofre”, basicamente (além de falar muito mal do seu pai em todas as oportunidades que tem, só pq ele é o Nicholas Sparks, Anna babaca). Em um dado momento, Anna conhece Étienne St. Clair, o cara mais lindo e cobiçado da escola (que tem sotaque britânico, hahaha, ai gente) e… nem preciso dar spoiler aqui, né?

Nicholas Sparks (na falta de uma foto dele mandando beijinho no ombro pras recalcadas).

Nicholas Sparks (na falta de uma foto dele mandando beijinho no ombro pras recalcadas).

   Entre o começo e o fim do livro existem personagens secundários muito chatos e alguns conflitos: o menino tem namorada, a amiga da Anna em Atlanta dá uma mancada com ela, o menino tem problemas familiares, muitas e muitas partes sobre como a Anna tem vergonha de fazer qualquer coisa pq não sabe falar francês (aliás, ela passa um ano todo morando em Paris e tendo aulas de francês e não aprende nada pq é babaca), a Anna fica com um menino estúpido sem motivo nenhum…
   Enfim, esse livro não acrescentou nada na minha vida, mas só demorou 2 dias pra terminar, então tudo bem. Mas, veja bem, o livro não é chato, dá pra passar o tempo, até traz amorzinho pro coração, só é extremamente previsível, mal feito e escrito para pré-adolescentes com muitos hormônios, e eu já passei dessa fase. Fora que tem o clichê mais sem fundamento que existe no mundo dos livros água-com-açúcar: pq o cara mais perfeito do universo (supostamente) se apaixona perdidamente (e de preferência à primeira vista) pela garota mais chata e sem graça que existe? Why, God, why?!?

Belo e Gracy aproveitando todo o clima romântico que Paris tem a oferecer.

Belo e Gracy aproveitando todo o clima romântico que Paris tem a oferecer. (É difícil arranjar imagem pra post de livro, sorry.)

   Outra coisa muito difícil de engolir é que assim que ela chega na escola, é recebida por uma garota super legal, que já a convida pra andar com os seus amigos, que coincidentemente são os mais legais de toda a escola (já que todos os outros personagens que aparecem no livro são pessoas horríveis que só querem seu mal), bem real mesmo. Ah é, o menino mais lindo, perfeito e cobiçado da escola faz parte do grupo deles. Que sorte, né?
   Algumas pessoas disseram que a descrição de Paris é incrível e dá muita vontade de conhecer, mas eu achei bem meia-boca. Da cidade mesmo ela só descreve o Panteão e Notre Dame, pq são dois dos poucos lugares que ela conhece de Paris o ano todo, pq ela é babaca. Uma parte legal é o choque de cultura entre americanos e europeus, só que ele nem faz tanto sentido assim quando a protagonista que fala deles é, na verdade, um estereótipo americano.
   Além disso, querida autora Stephanie Perkins, que coisa feia ficar criticando o Nicholas Sparks na cara dura, várias e várias vezes, quando seu livro é tão batido quanto os dele, né? Cadê espelho em casa?

Sério, moça, cadê espelho em casa?

Stephanie Perkins. Sério, moça, cadê espelho em casa?

   E, por último, pra fechar com chave de ouro, esse livro tem a pior tradução/revisão que eu já vi na vida! Juro por deus, é de chorar! Tem inúmeras partes em que você simplesmente não consegue saber quem tá falando, ou não consegue diferenciar fala de narração. Isso sem contar frases completamente sem nexo aparecendo toda hora. É de chorar.
   Desculpa, mãe!
         .
         .
         .
   Ok, ok, tô sendo muito malvada. Na verdade o livro é bem divertidinho pra quando você só quer relaxar e descansar a cabeça. De vez em quando faz bem. De vez em quando.

   Eu deveria ler?

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   Se você é uma pré-adolescente cheia de hormônios e se você não costuma ler muito ou só gosta de ler livros desse tipo, pq aí essas coisas provavelmente não vão te incomodar tanto. Se você só precisa se distrair um pouco e passar o tempo, pode ser também.

Annanao
   Se você já passou dessa fase, se nunca gostou de livros desse gênero ou se procura livros de mais qualidade, que realmente agreguem valor ao camarote.

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Warner Bros. Studio Tour: Harry Potter

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    Uma das partes mais legais da viagem à Londres e que eu acho importante compartilhar com vocês, caso vocês decidam ir pra Londres e não saibam da existência disso, foi o Warner Bros. Studio Tour: The Making of Harry Potter!

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Salão Principal de Hogwarts e uniformes das casas (Sonserina).

   

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Mesa dos professores no Salão Principal e alguns figurinos (pontuação das casas ao fundo).

   

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Salão Principal de Hogwarts.

   
    Prestem atenção: não é um parque! Esse tá lá na Disney, sinto muito. Mas é tão legal quanto! É basicamente um tour por dentro do filme, tem vários figurinos, cenários, objetos usados, vídeos explicativos de como algumas cenas foram filmadas, uma seção fantáaastica sobre os efeitos especiais e criaturas e um modelo enorme e incrível de Hogwarts.

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1 – Traje de gala do Rony; 2 – Trajes de gala da Hermione, Krum, Harry e Cho Chang; 3 – Uniformes de quadribol.

   

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Decoração do Baile de Inverno.

   

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1 – Perucas dos Malfoy; 2 – Figurino da Luna; 3 – Uniforme da Beauxbatons; 4 – Níveis de desgaste das roupas do Harry.

   
    Se você curte Harry Potter (e de preferência viu os filmes, né) ou curte cinema em geral, com certeza vai adorar! Coloquei muitas e muitas fotos nesse post pra mostrar pra vocês um pouco de cada coisa que tem por lá. Deve levar umas duas horas, em média, pra ver tudo e pode fotografar à vontade!

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Cama do Rony no dormitório da Grifinória.

   

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1 – Taça e Ovo Dourando do Torneio Tribruxo; 2 – Diário de Tom Riddle, presa do basilisco e medalhão de Salazar Slytherin (taça de Helga Hufflepuff ao fundo); 3 – Capa da invisibilidade com seu forro de tela verde; 4 – Lembrol, pomo de ouro, vira-tempo e desiluminador; 5 – Diadema de Ravenclaw.

   

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Sala comunal da Grifinória e figurinos da Hermione, Harry e Rony.

   
   Chegar lá é super fácil, pelo menos de trem, que foi o que fizemos. É só pegar um trem pra “Watford Junction”, que sai da estação Euston de tantos em tantos minutos, então não tem dor de cabeça. A viagem é curtinha, não dá meia hora. Chegando lá, tem um ônibus do próprio estúdio que te leva da estação até o tour e sai de 15 em 15 minutos, mais ou menos. No site deles tem tudo isso explicado e também como chegar por outros meios, o link está no final do post.

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1 – Carro voador; 2 – Pelúcia do Perebas faltando um dedinho (!!!); 3, 4 e 5 – Modelo de Dobby absurdamente perfeito.

   

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A Toca com o relógio sensacional da Sra. Weasley e figurinos da Gina, Fred e George.

   

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1 – Figurinos “do mal”; 2 – Suco de abóbora e feijõezinhos de todos os sabores; 3 – Figurino da Umbridge; 4 – Draco, Hermione e George de cera.

   

Rua dos Alfeneiros, n° 4.

Rua dos Alfeneiros, n° 4.

   
    A parte importante aqui é sobre os ingressos. Você precisa comprar pela internet, não são vendidos ingressos lá na hora. Além disso, comprem com antecedência, principalmente se for alta temporada ou final de semana. Os ingressos tem dia e horário marcados e esgotam mesmo, nós deixamos mais pra última hora e quase não conseguimos ir. Depois não digam que eu não avisei…

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1 – Sala de aula de Poções com Prof. Snape no cantinho; 2 – Professor Slughorn; 3 – Vassoura do Olho-Tonto Moody; 4 – Moto do Hagrid.

   

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O beco diagonal com Gemialidades Weasley ao fundo.

   

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1 – Trabalhos incríveis de design de embalagens, livros, revistas, anúncios, jornais, etc. Destaque para a revista “O Pasquim” e para o Mapa do Maroto; 2 – Carta de Hogwarts do Harry; 3 – Cerveja amanteigada; 4 – Nôitibus Andante.

   
    O ingresso individual para adultos custa 30 libras. O preço é bem salgado, mas se você gosta de Harry Potter vale muito a pena. Além disso, o preço é salgado em quase todas as coisas em Londres… A lojinha no final do passeio também é sensacional, mas pesa bastante no bolso. Nós compramos feijõezinhos de todos os sabores, que renderam muitas risadas. Eu mesma só comprei um vira-tempo de chaveiro pra minha coleção e uma varinha do Sirius Black que foi bem cara (que vergonha, gente), mas não pude resistir. Tem varinhas de todos os personagens pra vender, réplicas das que aparecem nos filmes e tem umas muito legais! Comprei a do Sirius pq foi a que calhou de combinar varinha bonita + personagem que eu gosto. Preparem-se pra sofrer na lojinha, viu…

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Modelo gigantesco de Hogwarts, escala 1:24.

   

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1 – Voldie; 2 – Dragão Rabo-Córneo Húngaro; 3 – Fawkes; 4 – Duendes de Gringotes; 5 – Bicuço; 6 – Mandrágora.

   

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Varinha do Sirius Black que eu comprei. “Fragile collectible wand. Not a toy.” (yeah, right).

   
    Para mais informações sobre o passeio (ou pra comprar os ingressos), é só visitar o site oficial: http://www.wbstudiotour.co.uk/

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13 livros que li em 2013 – Parte 2

    Chegou a parte 2, com o resto dos 13 livros que eu realmente li em 2013, apesar da minha lista! Se quiser ver a lista: parte 1 e parte 2. Se não souber do que eu to falando, clica aqui pra ver a primeira metade desse post. E vamos ao que interessa:

hobbitlivro6 O Hobbit – J.R.R. Tolkien (!)

    Consegui ler “O Hobbit” antes do segundo filme sair! \o/ O que foi essencial na minha percepção de que esse segundo filme é uma péssima adaptação. Péssima. O livro é super divertido, facinho de ler (afinal é pra criança) e uma bela introdução ao mundo de Tolkien, creio eu. É super curtinho também, dá pra ler rapidão. Recomendo.

Alasca Quem é Você, Alasca? – John Green (!)

    Foi então que John Green estourou e todos os livros deles começaram a sair aqui no Brasil. Ouvi muita gente falando bem desse livro (melhor que de “A Culpa é das Estrelas”, muitas vezes) e fui com uma mega expectativa. Talvez por isso tenha me decepcionado um pouco, não sei. O livro não é chato, mas eu achei meio sem propósito, sabe? Não me levou de lugar nenhum a lugar nenhum. O que eu gostei mesmo foi da Alasca (é, Alasca é uma menina). Ela é uma personagem feminina muito forte e super legal, do tipo que não se vê por aí nunca (mas deveria).

13livros5 O Mágico de Oz – L. Frank Baum

    Quando eu fui viajar no meio do ano, não queria ficar carregando livro, então levei meu kindle e acabei lendo o que eu tinha lá mesmo. E, no caso, foi “O Mágico de Oz”. Também é um livro infantil, então é super curto e fácil de ler, acaba num piscar de olhos. E é bastante envolvente, você fica querendo saber o que vai acontecer em seguida.

   
Trilogia Fronteiras do Universo (A Bússola de Ouro, A Faca Sutil e A Luneta Âmbar) – Philip Pullman (!)

13livros8     Comprei toda a trilogia em Londres, durante a minha viagem, e foi super baratinho, mas no que a gente chama de “edição econômica”, então pra estraga é fácil, fácil. Eu gostei muito até certo ponto. É um livro de fantasia e a criatividade do Philip Pullman é inegável, ele criou um universo incrível nesses livros. Além disso, trata de temas bastante polêmicos, fala sobre Deus e religião, tem sempre criança morredo e sendo torturada e tem anjos claramente homossexuais, então tenho certeza de que só colocaram esses livros na seção de infanto-juvenil porque não leram, hahaha! Aliás, não estou critiacando nada disso, achei demais. O que estraga tudo é o terceiro livro. Em vez de colocar pingos nos i’s e cortar os t’s, ele enche ainda mais de coisa e tudo termina de uma maneira bastante insatisfatória. Pena.

marmorto Mar Morto – Jorge Amado (!)

    Esse foi indicação da minha irmã, que adora Jorge Amado. Saindo um pouco desse mundo de fantasia e YA e mergulhando no extremo oposto. O livro tem uma abordagem realista e é escrito numa espécie de prosa-poética, lindo de viver. Conta a história de Guma, um mestre de saveiro, ao mesmo tempo que nos mostra a realidade dos cais da Bahia, a vida sofrida e miserável, a influência do candomblé e como “é doce morrer no mar”. É um livro lento, mas a leitura é fácil e é um banho de cultura nacional.

13livros6 Cem Anos de Solidão – Gabriel García Márquez

    Ainda não terminei, mas tô quase lá. É um livro de realismo fantástico, coisa que eu nunca tinha lido antes, mas que achei sensacional. É muito divertido, acontecem umas coisas absurdas o tempo todo, mas que são tratadas como absolutamente corriqueiras. Por mim, o livro poderia ser um pouco mais curto, sem perder o valor, mas, afinal, são CEM ANOS de solidão, não é mesmo? Recomendo muito também.

13livros7 Os Pilares da Terra – Ken Follett

    Também comprei na minha viagem, no mesmo esquema da trilogia Fronteiras do Universo. Comecei a ler no finalzinho do ano e ainda vai demorar pra eu terminar, o livro é enorme. Ouvi coisas boas sobre ele há muito tempo e só fui ler agora. Segundo a wiki, é um romance britânico de ficção histórica, não sei se já li algo nessa linha. Parece que teve um seriado baseado no livro também, se eu gostar, certamente vou assistir.

    Agora preciso decidir o que ler em 2014, mas com certeza os livros da lista de 2013 que eu deixei pra lá continuam valendo esse ano! Quem sabe, né?

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13 livros que li em 2013 – Parte 1

    Depois de quase 4 meses sem postar nada, vim prestar contas. Em março deste ano, fiz dois posts com uma lista de 13 livros para ler em 2013 (parte 1 e parte 2). Agora, venho fazer uma lista dos livros que eu realmente li em 2013, e devo dizer que eu não fui muito fiel. Ops.
    Os quatro primeiros, na realidade, eu li antes de fazer os posts, então eles obviamente não entraram, exceto “O Grande Gatsby” que entrou como leitura extra.
    Eu não vou escrever nenhuma resenha nem sinopse porque é só jogar no google pra encontrar essas coisas, mas vou escrever minhas impressões e qualquer comentário que eu ache interessante. Os livros que estavam na lista de 2013 tem uma exclamação ao lado e, esses sim, tem a descrição nos posts de março, na parte 1 ou 2.

13livros1 O Cair da Noite – Isaac Asimov

    Na realidade, é um conto do Asimov que lançaram numa edição muito bonita em capa dura. É bem interessante, mas é tão curto que acaba quando deveria estar começando. À exceção de alguns “errinhos científicos”, a proposta do conto é ótima, pena que não foi tão desenvolvida quanto merecia. Vale notar: no mundo da ficção científica, Asimov é deus. Beijo no ombro.

gatsby O Grande Gatsby – F. Scott Fitzgerald (!)

    O livro é curtinho e isso salva, já que pode ser um pouco maçante. A emoção mesmo só chega no final, que é bem legal e inesperado. Antes disso vai construindo a história devagar, com o intuito principal de fazer uma crítica à sociedade americana da década de 20, pós-primeira guerra mundial, e ao “sonho americano”. F. Scott Fitzgerald é um dos mais importantes escritores americanos e há pouco tempo saiu o filme baseado no livro, com o Leonardo diCaprio (existe um filme de 1974 também), que eu não gostei muito.

13livros2 A Máquina do Tempo – H.G. Wells

    Esse é um clássico do mundo nerd! Tem um filme de 1960 que eu quero muito ver (já até apareceu num episódio de The Big Bang Theory, quando eles arrumam aquela máquina do tempo e o Sheldon tem pesadelos com os Morlocks) e tem um filme de 2002 também que é “livremente baseado” no livro, ou seja, a trama em si não tem nada a ver. Legal mesmo é ver as explicações científicas sobre o funcionamento da máquina do tempo, que parecem super modernas, mas o livro foi escrito em 1895. Sensacional. Infelizmente, o livro é bem curtinho e conta mais um relato sobre como é o futuro da humanidade do que uma história em si. O que não deixa de ser legal, só te deixa esperando mais.

13livros3 1984 – George Orwell

    1984 é um clássico muito clássico (isso é que é definição) que virou modinha atualmente por causa de algumas coisas que estão acontecendo (e por causa de Jogos Vorazes?), o que pode ser visto com bons olhos, já que todo mundo deveria ler mesmo (melhor que ler Crepúsculo, né?). O livro é muito legal, não é difícil de ler, não é entendiante, é bem interessante, então sem mimimi. Tem filme também, mas eu nunca vi.

nomedovento A Crônica do Matador do Rei (O Nome do Vento e O Temor do Sábio) – Patrick Rothfuss (!)

    O primeiro da lista que eu li, e que bela escolha eu fiz. É MUITO bom. Muito legal, mesmo. O segundo livro é gigantesco, mas como você vai querer ler 24h por dia, acaba ridiculamente rápido, #chatiada. Se você curte livros de fantasia, você precisa ler esse. PRECISA. Inclusive, os livros ganharam um post só deles, se quiser ler, é só clicar aqui. O chato é que eles são parte de uma trilogia e o terceiro livro não sai nunca… =/

13livros4 A culpa é das Estrelas – John Green

    Como John Green ainda não era tão hypado (tava começando a ser, com esse livro), não encontrava “Quem é você, Alasca?” em lugar nenhum, ou tava muito caro. Se vocês não se lembram (claro que não se lembram), era esse o livro que tava na minha lista de 2013 e não “A Culpa é das Estrelas”. Mas é o que tem pra hoje. Ou era o que tinha pra ontem. Minha irmã tinha comprado esse, então eu li. O livro é legal, sim, mas também não é “o melhor livro da minha vida” como algumas pessoas andam dizendo. Comparado com os livros YA (young adults) que tem por aí, é um nível acima, mas ainda parece que o autor tá “trying too hard”. Mas o livro é bem legal, a história é triste e você vai chorar muito.
PS: Parece que vai sair o filme em breve.

    Por enquanto é isso! Vocês já leram algum desses? Só dois livros da lista por enquanto, que vergonha. Em breve posto o restante, na parte 2.

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Orange is the New Black

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Do que você tá falando?

    Nova sugestão de série!! Orange Is the New Black é meu presente para vocês! O seriado é novíssimo, estreou em julho desse ano na Netflix e acabou de terminar sua primira temporada. E, deixa eu contar, foi uma ótima descoberta! Acho que eu li alguém comentando sobre a série em um site qualquer e, não sei por que razão, decidi dar uma chance. Foi bastante difícil de encontrar, já que ainda era super novidade, mas acho que agora deve estar mais fácil. E vale a pena demais!
    Eu diria que o seriado é uma mistura de comédia e drama (o que já é bem legal), é muito bem feito, tem personagens e tramas muitos legais e um tema, para mim, bastante original. A duração de cada episódio é de 1h e a série tem nota 8,6 no IMDb.

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Mas eu nem sei do que se trata!

    O seriado é centrado em Piper Chapman, uma mulher nos seus 30 anos, com uma vida confortável em Nova York, que está prestes a se casar com seu noivo Larry, quando, de repente, é condenada à 15 meses de prisão por um crime que cometeu há 10 anos, numa fase “rebelde” de sua vida: transportar dinheiro de drogas para sua então namorada (e traficante), Alex (que é a Donna de That ‘70s Show). Vemos, então, o dia a dia de Chapman na prisão para mulheres e um pouco do que se passa com seu noivo, sua família e amigos, enquanto ela está lá dentro. Em cada episódio temos flashbacks que contam um pouco da história de cada uma das suas companheiras de penitenciária, e também sobre o que a levou até ali. O seriado mostra também como nem todo mundo que tá lá dentro é necessariamente ruim e vice-versa.

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Eu deveria assistir?

orangeSIM
    Acho que é uma série que funciona muito bem como uma transição de sitcoms pra seriados com mais profundidade, então é uma boa pedida pra qualquer um dos gostos.

   

orangeNÃO
    Se você já tem um gosto bem definido em relação a seriados, cabe a você julgar se te agrada ou não. Mas sempre aconselho assistir alguns episódios (Sempre mais de um!! O primeiro episódio normalmente não serve muito de parâmetro…) e então decidir se continua ou não.

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Constelações

O Que São Constelações?

   Achei importante fazer esse post pois muitas pessoas não sabem exatamente o que é uma constelação ou qual é o seu papel.
   A primeira coisa que se deve considerar é que constelações são associações arbitrárias de estrelas, vistas a partir da Terra. E por arbitrárias eu quero dizer que as estrelas que formam uma constelação não estão realmente ligadas de alguma maneira ou sequer próximas umas das outras (a não ser no nosso ponto de vista, em que não as enxergamos tridimensionalmente, mas sim como se estivessem todas projetadas sobre a esfera celeste). Para entender melhor, tome por exemplo a constelação de Orion: uma de suas estrelas, Betelgeuse, se encontra a uma distância de aproximadamente 600 anos-luz da Terra, enquanto outra de suas estrelas, Rigel, se encontra a aproximadamente 800 anos-luz de distância. Ou seja, elas não estão lado a lado como parecem estar no céu noturno. Isso quer dizer, também, que se nós orbitássemos outra estrela que não fosse o Sol, nosso céu seria absolutamente diferente, as estrelas não formariam o mesmo padrão com o qual estamos acostumados e as constelações que conhecemos não existiriam.

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   Além disso, a escolha das estrelas que fazem parte de uma constelação é algo subjetivo. Não é à toa que diversos povos da antiguidade tinham suas próprias constelações, com seus significados intimamente ligados à cultura local. Orion, por exemplo, vem da mitologia grega. A constelação assume supostamente a forma do caçador Orion, sendo as três estrelas que conhecemos bem, o seu cinturão. Da mesma maneira, os antigos egípcios achavam que a constelação representava Osiris, e, na América Latina, ela é conhecida como As Três Marias. Todas essas constelações englobam as mesmas três estrelinhas, dispostas de maneira bastante característica e, portanto, reconhecível no nosso céu noturno, mas cada uma é formada tembém por outras estrelas próximas, e assume um significado e um formato diferentes, de acordo com as civilizações que as criaram.

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   As constelações tiveram sua parcela de importância no desenvolvimento da humanidade, servindo como “pontos de referência”. Conhecer as constelações presentes no céu noturno ajudava em diversos aspectos, como na determinação das estações do ano, muito importante para a agricultura, ou auxiliando na localização, como nas viagens marítimas.
   Atualmente existem 88 constelações oficiais, que foram estabelecidas pela União Astronômica Internacional em 1922. Assim, cada uma das estrelas no céu faz parte de uma constelação.

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   Usando o mesmo exemplo de antes, a estrela Betelgeuse pode também ser identificada como α Ori (Alpha Orionis) e Rigel como β Ori (Beta Orionis), segundo a denominação de Bayer, que atribui uma letra grega a cada estrela de uma constelação (muitas vezes em ordem de brilho, mas nem sempre).

As Constelações do Zodíaco

   Por quê algumas dessas constelações, as chamadas constelações do zodíaco, tem maior destaque que outras? Bem, elas tem maior destaque pois são as constelações que representam os signos do horóscopo, segundo a astrologia.
   Mas por quê a astrologia só leva em consideração essas 12 constelações específicas? Por causa do movimento de translação da Terra, durante o ano, o Sol ocupa diferentes posições em relação às estrelas, e o caminho aparente que ele percorre no céu é chamado de eclíptica. Veja bem, a Terra gira em torno do Sol, obviamente, mas para nós que estamos na Terra é o Sol que parece se mover no céu. As constelações que se localizam sobre a eclíptica são o que chamamos de constelações do zodíaco. Veja a imagem abaixo, por exemplo. No mês de Março, a posição da Terra em sua órbita ao redor do Sol será tal que a constelação do zodíaco presente no nosso céu noturno será Virgem, enquanto que a constelação oposta, “escondida” pelo Sol, será Peixes. Segundo a astrologia, a constelação em que o Sol se encontra no dia do seu nascimento determina seu signo. Portanto, uma pessoa nascida em Março será do signo de Peixes.

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   Mas vale fazer uma ressalva. Os signos que foram estabelecidos há 2000 mil anos, e que ainda são usados hoje em dia, já não fazem muito sentido. Se na época, uma pessoa que nascia entre o final de março e maior parte de abril era considerada do signo de Áries porque era a posição que o Sol ocupava, hoje em dia deveria ser considerada do signo de Peixes, pois é a posição que o Sol ocupa atualmente durante essa época do ano. Essa posição mudou devido ao movimento de precessão da Terra. Então, na realidade, o signo de cada um de nós deveria ser o que vem logo antes.
   Além disso, existe uma outra constelação que também se localiza sobre a eclíptica, além das 12 conhecidas, a contelação de Ophiuchus. Alguns de vocês talvez se lembrem de uma polêmica que aconteceu envolvendo essa constelação e porque ela não era considerada um dos signos do zodíaco também.

Nota: Quando falei sobre as constelações do zodíaco, citei alguns tópicos de astrologia só como esclarecimento. Isso não quer dizer, de maneira nenhuma, que eu estou colocando a astronomia e a astrologia no mesmo patamar. Deve ficar claro que a astrologia não é uma ciência, não é baseada no método científico e não há nenhuma evidência ou comprovação de que a posição dos astros no momento do seu nascimento influencie de qualquer maneira sobre o seu destino, personalidade ou qualquer coisa do gênero.

Curiosidade: Toda a família Black em Harry Potter tem nomes de corpos celestes, exceto a Narcisa, por alguma razão. Bellatrix é uma estrela da constelação de Orion, Sirius da constelação de Cão Maior e Regulus é uma estrela da constelação de Leão, entre outros.

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