A Crônica do Matador do Rei – Patrick Rothfuss

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Do que você tá falando?

    A Crônica do Matador do Rei é uma trilogia (ainda incompleta) escrita por Patrick Rothfuss. São livros de fantasia, um dos meus gêneros literários favoritos, que contam a história do jovem (e ruivo) Kvothe. Eu li os livros no começo do ano (parte da minha lista para 2013), então já esqueci algumas coisinhas, mas achei que eles mereciam um post mesmo assim! Vou escrever uma sinopse pra quem não sabe do que se trata, com mini-spoilers, daqueles que você acha atrás ou na orelha do livro, ou na descrição em qualquer site por aí. Ainda assim, tem gente que não gosta de saber nada de antemão, então estejam avisados!

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Mas eu nem sei do que se trata!

    O livro começa nos mostrando o cotidiano de uma hospedaria chamada Marco do Percurso, localizada numa cidadezinha pequena, com seu dono Kote, de vinte e poucos anos, e seu ajudante Bast. Você percebe que há alguma coisa a mais escondida ali, mas só fica sabendo quando chega um cronista à cidade. Esse cronista está atrás de Kvothe, praticamente uma lenda viva, que é nada mais, nada menos, que nosso pacato hospedeiro. A partir daí Kvothe narra sua história para o cronista durante três dias, por isso o título do primeiro livro é “O Nome do Vento – A Crônica do Matador do Rei: Primeiro Dia” e o do segundo é “O Temor do Sábio – A Crônica do Matador do Rei: Segundo Dia”, e por isso também sabemos que será uma trilogia.
    No primeiro livro, “O Nome do Vento”, conhecemos Kvothe ainda criança, integrante da trupe itinerante de seus pais, os Edena Ruh. O tempo passa e Kvothe conhece um arcanista que sabe falar o nome do vento e, então, decide que quer aprender a arte de nomear as coisas. Uma tragédia terrível acontece e Kvothe passa por maus bocados, mas enfim decide ir para a Universidade se tornar um arcanista e descobrir o máximo que puder sobre os responsáveis pela tragédia em sua vida, o Chandriano. E até o final do segundo livro nós ficamos sabendo dessa época da vida de Kvothe, até aproximadamente seus 18 anos, se bem me lembro.

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O Que Eu Gostei:

    O universo criado por Patrick Rothfuss é muito incrível. Tem toda aquela atmosfera antiga, quase medieval, mas ao mesmo tempo você tem a Universidade, onde os estudantes podem aprender não só magia como coisas corriqueiras do mundo “normal”. Aí tem um ponto muito legal do livro: a magia. O autor inventou um tipo completamente novo de magia (mais de um, na verdade), muito mais “racional” do que sobrenatural e extremamente interessante! Aliás, devo salientar que a criatividade desse cara é coisa de outro mundo, meus parabéns Patrick! Não tem como fazer um livro de fantasia bom sem ter uma criatividade dessas, né?
    Ainda nesse quesito se destacam os ademrianos. Quem chegar no segundo livro vai saber quem são os ademrianos e porque eles merecem uma atenção especial. A maneira deles se expressarem e toda sua cultura já fazem valer a leitura, sério.
    Também vale mencionar os personagens secundários do livro, que são todos ótimos: o Mestre Elodin, a Auri, a Devi e basicamente todos os outros, hahaha! Os nomes das coisas, lugares e pessoas também costumam ser bem legais. E o próprio Kvothe, que tem fama por diversos feitos, alguns bons e alguns ruins, e tá longe de ser aquele “herói” que só tem qualidades (aliás, a humildade passou longe dele).
    O livro é gigantesco, mas isso é um ponto positivo, porque você não vai querer largar. E as capas são lindaaaaaaaas!

Patrick Rothfuss

Patrick Rothfuss


O Que Eu Não Gostei:

    Kvothe é um cara muito, mas muuuito inteligente e muito talentoso. Só que na maior parte do tempo o autor te diz isso sem motivo nenhum, como se ele tivesse nascido com um “plus”. Por mim seria mais interessante se fosse um pouco mais realista, ou se explicasse o motivo de ele ser assim tão esperto. Aí também entra o fato de ele ser muito metido, muito aparecido, o que é bem chatinho às vezes, só compensa quando ele quebra a cara (ou quando inventa boatos sobre si mesmo, porque isso é muito legal, hahaha). E ele também tem aquela coisa de filmes de ação que a pessoa se quebra toda, fica destruída, mas já tá inteira em 5 minutos.
    Outra coisa que me preocupa é o fato de que no segundo livro inteiro (que é imenso) se passa coisa de um ou dois anos apenas. Pensando assim, acontecem muitas coisas na vida do Kvothe em pouquíssimo tempo. Porém, em relação à trama principal, não há muito avanço e eu não sei como o autor vai contar tudo que falta em um livro só. Principalmente quando você sabe que a realidade “atual” do Kvothe é bem complicada e ninguém te conta o motivoooo!
    Tem umas outras coisinhas que eu tenho birra, como TODA VEZ que ele encontra a Denna. É sempre por puro acaso. Sério, colega? Não é coincidência demais? E o que me irritou mais do que todas as outras coisas nesse livro: a descrição dos personagens. Muitas e muitas vezes o autor te apresenta um personagem novo com uma descrição minúscula tipo “menina de cabelos pretos”. Aí você imagina lá uma pessoa aleatória de cabelos pretos e segue com a vida. Então, eis que 20 páginas depois esse personagem aparece de novo e agora ele te conta que é uma menina de cabelos pretos cacheados, olhos verdes, baixinha e magricela, sendo que a pessoa que você imaginou um tempo atrás é uma gordinha de cabelos lisos e olhos castanhos. Aí é complicado, né. Not cool, Patrick. Not cool at all.

Fanart

Fanart


Eu deveria ler?

    Bom, agora eu digo a você: esqueça toda a parte do “Não Gostei” que não tem a menor importância do mundo e VAI LER ESSE LIVRO!! Me recuso a dar motivos para alguém não ler, é um livro muito legal. A não ser que, sei lá, você odeie livros de fantasia e tal. Mas aí o problema é você e não o livro. 😉 Brincadeirinha! (ou será que não?)

P.S.: Os rumores dizem que o terceiro livro se chamará “The Doors of Stone”, o que me deixa muito feliz já que tem várias portas de pedra misteriosas citadas ao longo dos dois primeiros livros, hahaha! O lançamento vai ficar pra 2014, aparentemente, mas nem isso tá muito certo. #TodasChora. Até lá já esqueci tudo e vou ter que reler os dois primeiros.

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6 comentários sobre “A Crônica do Matador do Rei – Patrick Rothfuss

  1. Legal, Nathália! Você já tinha comentado sobre o livro, mas gostei dessa parte de “magia racional”, sempre pensei em algo parecido…

  2. Acabei de terminar de ler os dois livros, li essa semana mesmo XD.
    Realmente o livro te prende e a descrição dos personagens às vezes irrita mesmo (por isso q gosto do Christopher Paolini, esse gosta de detalhar as coisas), mas tem 3 coisas q me intrigam no livro: primeiro é o em como o Kvothe acaba no estado atual dele, segundo em como ele consegue ser tão lerdo já que a Denna fala o nome do Gris em 3 ocasiões diferentes, e terceiro o que mais o Bast planejou.
    Depois de ficar viciado no livro em uma semana já estou impaciente esperando o terceiro. ^^

    • Epa, se o nome do Gris aparece, tenho que reler de novo, pois posso ter passado por cima de muitos detalhes,,,, Claro, do jeito q engoli o livro, vai ter um caminhao de informação a se filtrada….
      UHHU ano q vem lança o terceiro volume, vo ler na marra mesmo q seja em inglês, isso q será lançado em SERIE de tv,,,, e em 2015 a tradução…

  3. Na minha humilde opinião, Denna nao é uma moça qualquer e sinceramente ela nao encontra Kvothe apenas por acaso. Nao existe tanta coincidência no mundo, mesmo ele sendo (principalmente) o mundo de Patrick. O mecenas misterioso dela é o Gris. Disso nao tenho duvidas. Mestre Freixo Gris? Quem mais seria? Ela pode nao ter conhecimento de que seu Mecenas pertence ao Grupo Chandriano, mas que ele esta usando ela para destruir a vida de Kvothe, ele esta. A musica que ela faz no segundo livro deixa bem claro que é um teste para Kvothe. Ela será o começo da ruína dele. Algo interessante que absorvi do primeiro livro lá no comecinho quando o Cronista esta o convencendo de contar a sua historia é que ele pensa o seguinte quando observa Kote atras do balcão:”O cronista se viu pensando numa historia que tinha ouvido.Uma dentre muitas. A historia de como Kvothe saíra em busca do desejo de seu coração. Precisara enganar um demônio para alcança-lo. Mas, depois de tê-lo nas mãos, fora obrigado a lutar com um anjo para conserva-lo. Eu acredito, descobriu-se pensando o escriba. Antes era só uma história, mas agora acredito nela. Esse é o rosto de um homem que matou um anjo.” – pág. 51 Ele matou por Denna. Se matou um anjo; porque nao mataria um rei? Se ele esta nessa situaçao no momento é pelo seu amor (desejo) por ela. Kvothe seria capaz de tudo por Denna. Quando o assunto é ela não existem limites. Outra coisa que me intriga são os Amyr; e nada me tira da cabeça que Elodin seja um. Ele não me engana, ele sabe muito mais que aparenta e ele é muito mais do que aquela toga de professor. E Bast? Meu doce Bast pode ser bem amargo na verdade. Só não sei como Patrick pretende terminar essa historia incrível em apenas mais um livro. Estou torcendo para que seja “As cronicas do matador do rei, terceiro dia, parte I” haha.

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