Legião Urbana no Cinema

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   Recentemente estrearam nos cinemas brasileiros dois filmes com uma temática em comum: Legião Urbana. Acho que todo mundo conhece esse grupo de rock de Brasília que fez muito sucesso no Brasil na década de 80, com suas letras mais profundas e carregadas de críticas sociais.

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   O primeiro dos filmes a ser lançado foi “Somos Tão Jovens”, que conta sobre a formação da banda. Com Renato Russo como protagonista, o filme nos mostra como foi o surgimento do famoso grupo de rock, desde os tempos do Aborto Elétrico até começarem a fazer sucesso pelo Brasil, o que torna o final um pouco abrupto e inconclusivo.
   Renato é interpretado por Thiago Mendonça, que está muito parecido com o cantor. Mas aí vale uma ressalva! Veja bem, a imitação está boa, mas a atuação não. Na minha opinião, o filme parece bastante amador, principalmente por conta das atuações, que deixam muito a desejar. A história é interessante pela curiosidade de conhecer Brasília nos anos 80, a juventude dos artistas e o surgimento de bandas que fazem sucesso até hoje, mas, no final, só me deixou com a sensação de que o jovem Renato Russo era um cara um tanto excêntrico e extremamente chato.
   Além disso, talvez a segunda personagem mais atuante do longa (e uma das poucas atuações que se salvam), Ana Cláudia, sequer existiu, é apenas uma representação das mulheres da vida de Renato na época. Eu me senti um tanto enganada quando descobri isso, dada a importância da moça na trama.
   A noção de tempo também ficou meio confusa no filme (ou talvez seja algo mais profundo que isso), parecendo que as coisas aconteciam de uma hora pra outra, sem mais nem menos. Achei que foi uma representação bastante insatisfatória de um dos ícones da nossa música.

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   A segundo filme é “Faroeste Caboclo”, adaptação cinematográfica da canção homônima do Legião Urbana, que você muito provavelmente já escutou. Diferente do outro, este não conta a história da banda, mas de João de Santo Cristo.
   O longa está, sem dúvida, num nível acima de “Somos Tão Jovens” e conta com atuações muito melhores. A história não é exatamente igual à música, tem lá suas diferenças, mas, ainda assim, é bastante fiel e funciona muito bem na telona, além de se enquadrar tão bem com a época de Renato Russo quanto com o presente, com algumas críticas ainda bastante atuais.
   A história é interessante e o filme me prendeu até o final, então eu diria que vocês podem assistir sem medo. Na minha opinião, “Faroeste Caboclo” representa as insatisfações, perturbações e críticas de Renato Russo, tão presentes nas músicas do Legião Urbana, muito melhor do que “Somos Tão Jovens”, que, ironicamente, se propõe a isso.

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   Pra finalizar, deixo essa foto incrível, que foi a mais esquisita que eu consegui encontrar do Renato Russo, hahaha! E, claro, a música Faroeste Caboclo pra quem não lembra. 😉

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Um comentário sobre “Legião Urbana no Cinema

  1. Eu só vi o `Faroeste Caboclo`. Fui com a expectativa de ver uma adaptação fiel da música, e naturalmente fiquei frustrado. Entendo que um livro de 1k+ páginas tenha que ser adaptado para ir para o cinema, mas uma música de 10 minutos realmente precisava ser resumida? Enfim, acho que diminuíram algumas partes bem interessantes, principalmente o confronto final. No entanto, concordo com você Nathália, o filme não é ruim, imo, é só não ir com expectativas com relação à música!

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